Mini Review – Ubuntu 6.06 LTS “Dapper Drake”

Após cerca de quase 2 meses usando o Ubuntu 6.06 LTS, vou colocar aqui algumas impressões que tive durante esse tempo.

Eu comecei a mexer com Linux no final de 2001, quando comprei uma revista que vinha com o Red Hat 7.1. Fiz backup e instalei em dual boot num Duron 850 MHz com 128 de RAM. Nem precisa dizer que ficou uma carroça, além de não conseguir compilar o kernel. Após algumas idas e vindas entre debian, conectiva e red hat, em 2003 passei para o Slackware e fiquei com ele até junho do ano atual (2006). O que mais gostava do Slack era a boa oferta de software na distribuição oficial e bom suporte a win modems. Em junho instalei o Breezy e pouco antes de instalar a banda larga instalei o Dapper, dessa vez num Duron 1.6GHz com 700 MB de memória.

Pontos positivos
Instalação: A instalação foi tranquila e direta, com a maior parte das coisas funcionando “out-of-the-box”

Internet: Bastou configurar com o ‘pppoe-config’ e ligar com ‘pon’. Enquanto no windows demorei quase 10 minutos.

Gerenciamento de pacotes: Uma das (boas) surpresas foi o apt-get (via synaptic) que funciona muito bem, apesar de ficar um pouco lento quando carrega a lista de pacotes (main+universe+multiverse+alguma coisa).

Gravação de CD: Ontem quando fui gravar o cd de áudio o cd virgem foi detectado e o Serpentine funcionou muito bem. Um item que achei muito bom foi o fato do desenho do disco ser “fatiado” de acordo com a duração das faixas.

Quantidade de aplicativos: Excelente “catálogo”. Para a maioria dos usuários praticamente todos os softwares necessários estão nos repositórios.

Pontos negativos

Visual: Dessa vez bateram recorde. Os ícones (Porque não usam o tango?), as cores (mortas), o papel de parede (sem comentários). Ok, isso é questão de gosto…

Performance: Mesmo com 700MB achei um pouco lento, principalmente usando o Firefox e o OpenOffice.org ao mesmo tempo. Até o próprio GEdit (editor de texto) demora um pouco para iniciar.

Mp3 e cia.: Complicação para instalar, principalmente no caso dos plugins para wma, wmv, etc.

Necessidade de banda larga: Baixar os pacotes (ou atualizações) pela discada, nem pensar.

Conclusões: Nota 9. Um dos melhores sistemas que já testei, com algums pequenos problemas que podem ser corrigidos com algum esforço.

PS: Não foi um review “científico”, mas apenas opiniões pessoais de um recém-“ubuntero”.

Menos uma prova

Hoje foi a segunda prova de Física Geral 3. Assunto: Corrente e Resistências, Circuitos, Campos Magnéticos e Campos Magnéticos devido a correntes.

Apesar de não ter estudado quase nada foi bem tranquila, podendo tirar até 8 (Seria minha primeira nota acima de 7 em 3 vezes nessa cadeira…). Dessa vez vai! \o/

Tomboy – DummyPlugin.cs

Hoje à tarde “criei” um plugin de “brinquedo” para o Tomboy, baseado no plugin ExportToHTML. Ele cria um ícone no menu e imprime algumas mensagens no console indicando a etapa executada (Clique no botão, nota aberta, etc…).

De maneira simples, um plugin do Tomboy é uma subclasse da classe NotePlugin, e implementa os métodos relacionados às ações  disponíveis (algo como os eventHandlers de java). Entre os métodos disponíveis estão a inicialização e finalização do plugin, abertura de notas e itens nos menus.

Você pode encontrar o código e uma versão pré-compilada aqui. Para “instalar”, basta copiar o arquivo Dummy.dll para a pasta “~/.tomboy/Plugins”

Wiki.com

O Wiki.com é um serviço de “wikis”. Você pode chegar lá e criar sua propria wiki, com direito a upload de arquivos, galeria de imagens e editor visual (WYSIWYG). Tem cara de ser muito bom (não testei muito ainda, pretendo colocar umas coisas (tutoriais, etc…) lá).

(fonte: miguel de icaza)

Web Services: licenças de Software Livre obsoletas?

Segundo este artigo de Tim O’Reilly, a popularização de serviços web (especialmente agora com o “boom” de Web 2.0) vai tornar as licenças de software livre obsoletas.

A primeira impressão é de um ataque ao software livre, mas quem leu artigo entendeu que ele fala não que elas sejam desnecessárias, mas sim que vão perder o efeito uma vez que não há distribuição do programa (ele roda lá longe no servidor), não havendo necessidade de redistribuição de código. Em outras palavras, você poderia alterar o código o quanto quiser mas como não iria redistribuir o programa, não precisaria liberar as alterações.

Para contrapor esse fato, Tim sugere a criação do Open Services Definition, um equivalente do Open Source Definition, mas em relação aos serviços web, o que poderia ser tão ou mais útil para os usuários do que o próprio software livre. O serviço ‘X’ não presta? Então eu pego meus dados e vou para ‘Y’.

Termino com um trecho de um post de Havoc Pennington (desenvolvedor do GNOME):

“First, we need to recognize that software-as-a-service (whether the hardware is in your living room or a server room) has huge advantages for users. I don’t want to buy a whole computer when I only need a small slice of a server; I don’t want to be a system administrator just to get email; I appreciate that TiVo systems don’t get viruses since they won’t run unknown software; and maybe most of all I love features that involve sharing, collaboration, and socializing.

The open source world has to find a way to provide these benefits, if it’s going to remain relevant.”

Ou seja, ou muda ou morre…