Experiência: Python para pessoas de ciências sociais/humanas

Hoje estava conversando com minha namorada e ela perguntou se eu tinha alguma idéia de curso ou hobby para ela. Brincando falei sobre aprender a programar e para minha surpresa, ela gostou da idéia.

Então, o desafio é apresentar Python (creio que seja a melhor linguagem para a tarefa) a alguém sem nenhuma experiência na área de exatas. Por enquanto, estou pensando em tentar seguir um pouco da linha do Aprendendo Python (Muito bom por sinal). Alguma sugestão?


  1. Fala Lauro,

    Eu ensinei para minha namorada, que é economista (em geral humanas, mas na unicamp é exatas, porém não muito :-P), não foi algo qu ela seguiu, porém ela aprendeu e até gostou.

    A técnica que eu usei foi ensinar que programar nada mais é que dividir o problema em pequenos passos e mandar o computador fazer, usar a palavra “mandar” (em mandar o computador fazer) surtiu mais efeito que o desconhecido “algoritmo”.

    Dividir o problema é fácil, se o problema for da área delas ou um problema comum do ser humano (mover-se, problemas matemáticos ou físicos básicos de colegial…).

    Tem uma parte um pouco chata que é explicar a sintaxe e algumas convenções, simplesmente por que elas já estão no nosso firmware de programador😉 Faz tanto tempo que eu programo que eu nem lembro que algumas coisas não fazem sentido pra gente comum, por exemplo, pra mim compor funções sempre foi algo muito comum, tão quanto funções de múltiplos parâmetros… quando eu vi isso no colegial eu já programava, logo era algo esperado, mas é algo de outro mundo pra quem nunca viu e quem não gostava muito de exatas no colegial (felizmente minha namorada era muito boa nessa área no colegial), nestas situações eu me restringi a explicar (no caso pro meu pai) que faz-se por etapas, em geral eu separava o problema com variável temporária.

    O que fez ela não se tornar uma programadora foi, além de ter outras coisas pra fazer (ex: novela), é que para o que ela usaria, tudo já está implementado no Excel, ao falar sobre software livre, ela me falou que já usa BrOffice também, então não colou😉

    PS: se a coisa complicar de mais em algum ponto, lembre-a que em computação tudo se resume a operações pequenas, bem definidas, volte ao básico, talvez ao assembly ou mesmo a uma representação mais básica ainda (a própria máquina, ou máquina de turing), pode parecer contraditório, pois estaria “complicando” mais o problema, porém você tira o medo da pessoa que ela precisaria SABER muita coisa, na verdade se ela souber ADD, LOAD, STORE já faz quase tudo, só colocamos algumas camadas de abstração pra facilitar… mas se ela travar, sempre pode descontruir o problema (nunca vão fazer, mas dá tranquilidade saber que isso é possível). Aliás, isto de acreditar que algumas coisas são mágicas é o que eu mais vejo, inclusive em meio aos profissionais mais qualificados, até mesmo no INdT😦

  2. Pingback: Análise do curso de Python p/ turma de design « Lauro Moura


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